A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que, até o momento, não há evidências de casos de peste pneumônica relacionados à morte de uma técnica de laboratório na região de Irkutsk, na Sibéria, na Rússia. A profissional havia morrido após apresentar um quadro de pneumonia de origem ainda não identificada, o que levou as autoridades de saúde a monitorarem a situação. Segundo a OMS, as autoridades russas informaram que nenhum patógeno foi identificado e que não há evidências de que a peste pneumônica tenha contribuído para a morte. Cerca de 200 pessoas que tiveram contato com a profissional foram colocadas em quarentena como medida de precaução.
O laboratório em que ela trabalhava integra um instituto que pesquisa agentes patogênicos de risco, incluindo a bactéria Yersinia pestis, causadora da peste, que ocorre naturalmente em animais silvestres da região. A peste permanece endêmica em algumas partes do mundo. Entre 2019 e 2025, foram registrados quase 4 mil casos e 423 mortes em dez países. A forma pneumônica é particularmente grave e pode ser transmitida entre pessoas por meio de partículas respiratórias. Quando diagnosticada e tratada precocemente com antibióticos, entretanto, a doença pode ser curada. A OMS afirma que continuará acompanhando o caso e que novas informações serão divulgadas conforme os dados forem confirmados pelas autoridades russas.